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Álvares de Azevedo

  • Foto do escritor: Jefferson Sarmento
    Jefferson Sarmento
  • 19 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de jun. de 2025

O poeta que ouviu a melancolia sussurrar


Imagem representativa de Álvares de Azevedo.
Entre a pena e a morte.

Imagine um jovem de vinte anos, estudante de Direito, morando entre livros, ideias e sonhos febris em meio às sombras das arcadas do Largo de São Francisco. Um rapaz que escrevia como quem vive e vivia como quem pressentia o fim. Álvares de Azevedo é esse nome — uma das vozes mais intensas, contraditórias e fascinantes da literatura brasileira.


Nascido em 1831, em São Paulo, ele viveu rápido e escreveu como se cada linha fosse uma despedida. Morreu antes dos 21, vítima de uma tuberculose que já sussurrava no peito enquanto ele ainda declamava versos em saraus e rabiscava peças teatrais nas madrugadas insones. Mas não é só a brevidade de sua vida que o torna lendário: é o que ele foi capaz de fazer com ela.


Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria,        Se eu morresse amanhã!

Álvares de Azevedo pertence à segunda geração do Romantismo brasileiro — o ultrarromantismo — marcada por uma entrega absoluta à imaginação, à morbidez, à angústia e ao desejo. Se o Romantismo já gostava de sombras, o ultrarromântico mergulhava de cabeça no abismo. E Azevedo, com seu olhar trêmulo entre o tédio existencial e a ironia escancarada, escreveu como quem senta num túmulo e ri da própria dor.

Noite na Taverna
Noite na Taverna em capa dura pela Tramatura. Clique na imagem para conhecer nossa edição especial.

Sua poesia, reunida na célebre Lira dos Vinte Anos, é uma orquestra de dualidades. A pureza idealizada de um amor impossível vive lado a lado com a volúpia do desejo carnal. A esperança esbarra na náusea. A flor da adolescência se desfaz em crânio e caveira. Para ele, o poeta era uma alma dilacerada entre o céu e o subsolo. E é esse contraste que pulsa em cada página.



Noite na Taverna e Macário: todo o lirismo gótico de Álvares de Azevedo


Mas talvez nada resuma tão bem o gênio e o delírio de Manoel Antônio Álvares de Azevedo quanto Noite na Taverna e Macário, que a Tramatura reuniu em duas edições primorosas na Biblioteca Clássica de Espantos e Assombros. Em Noite na Taverna, o leitor adentra um espaço escuro e enevoado onde jovens libertinos — meio poetas, meio condenados — narram histórias de assassinato, incesto, vício e morte como se brindassem à decadência.


Uma noite, e após uma orgia, eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos, gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor.

Já em Macário, o autor assume o palco da dúvida e da filosofia: entre um pacto fáustico e uma crítica mordaz à hipocrisia burguesa, o jovem protagonista transita entre razão e devassidão, ideal e desilusão.


Uma noite encontrei na rua uma vagabunda. A noite era escura. Eu ia pelas ruas à toa... Segui-a. Ela levou-me à sua casa. Era um casebre. A cama era um catre: havia um colchão em cima, mas tão velho, tão batido, que parecia estar desfeito ao peso dos que aí haviam-se revolvido. Deitei-me com ela.
Macário
E que tal conhecer a edição especial de Macário, da Tramatura?

Ambas as obras são verdadeiros tratados do desespero romântico, da ironia que ri do inferno e da beleza que se esconde nas ruínas. São também, como observa a crítica especializada, expressões de uma juventude que lia Byron, Goethe, Musset e se via como pária do próprio tempo — sensível demais para o mundo, intenso demais para viver.


Álvares de Azevedo não é apenas um autor de seu tempo. É um autor do limite. Viveu na fronteira entre o século e a eternidade, entre o sarcasmo e o lirismo, entre o livro e a lápide. Ler Álvares hoje é redescobrir o jovem que escreveu como quem sangra, que fez da literatura um espelho partido da alma humana. E que, mesmo morto há mais de 170 anos, ainda sussurra — em noites de taverna, em monólogos com o diabo ou em versos que falam de amores que não aconteceram — o medo e a beleza de estar vivo.


Álvares de Azevedo
Álvares de Azevedo - arte de Rubens Angelo.

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há 3 dias

Lương sơn TV mình thấy nhiều người nhắc nên cũng ghé thử cho biết thôi, kiểu vào xem giao diện có dễ dùng không chứ không ngồi đọc kỹ hay làm gì nhiều. Vừa mở lên là thấy trang sắp xếp khá thoáng, các khối nội dung tách bạch nên nhìn không bị rối mắt. Mình lướt xuống vài đoạn vẫn giữ được cảm giác gọn gàng, chữ với khoảng trắng cân đối nên đỡ mệt. Cái mình thích là phần điều hướng đặt khá dễ thấy, bấm qua lại không bị lạc, tìm đúng chỗ cần xem nhanh hơn mình tưởng. Nói chung chỉ cần vài phút là quen tay vì menu nằm nổi bật và các khung nội…

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Convidado:
há 7 dias

keonhacai mình thấy bạn bè nhắc hoài nên tiện tay vào xem thử cho biết. Vừa mở lên là mình để ý ngay bố cục chia khối khá rõ, nhìn lướt cũng không bị “lạc” giữa đống thông tin. Mình không ngồi đọc kỹ từng mục đâu, chủ yếu xem cách họ bày ra cho dễ theo dõi thôi. Cái mình thấy ổn là thanh menu đặt chỗ dễ nhìn, chuyển qua lại mượt, không phải bấm vòng vòng mới ra đúng chỗ. Chữ với khoảng cách dòng cũng vừa phải nên mắt đỡ mệt, nhất là mấy bảng thông tin dạng cột nhìn khá gọn. Nói chung cảm giác dùng nhanh, không bị rối, và các khối nội dung…

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