

O CHAMADO DA SELVA
Você consegue ouvi-lo?
Em algum lugar entre o rumor do vento fustigando a folhagem das grandes árvores da selva e o eco distante de um grito primitivo, há uma história que atravessa gerações. Uma história nascida nas páginas vibrantes das antigas revistas pulp e que, desde então, nunca deixou de fascinar leitores em todo o mundo. Essa história tem um nome: Tarzan.
Criado por Edgar Rice Burroughs em 1912, o homem-macaco rapidamente se tornou um dos maiores ícones da literatura de aventura. Mais do que um personagem, Tarzan é um mito moderno: um homem dividido entre dois mundos — a civilização dos homens e a liberdade indomável da selva africana. Desde sua primeira aparição em Tarzan dos Macacos, leitores foram conduzidos por florestas ancestrais, cidades perdidas, rios traiçoeiros e territórios onde o desconhecido ainda governa. Ao longo de seus romances, Burroughs construiu um universo repleto de vilões implacáveis, aliados leais, mistérios antigos e aventuras que parecem não conhecer limites.
A coleção Tarzan, da Tramatura, resgata essa grande saga da literatura popular em novas edições pensadas para leitores de hoje — preservando o encanto, o ritmo e o espírito das histórias que ajudaram a definir o gênero da aventura moderna. Cada volume é um convite para atravessar fronteiras, enfrentar perigos e redescobrir o fascínio das grandes jornadas literárias.
Se você nunca acompanhou as aventuras do lendário homem-macaco, esta é a oportunidade perfeita para começar.
E se já conhece o seu grito ecoando entre as árvores...
então sabe que algumas histórias nunca deixam de chamar.
A selva está esperando.
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Tarzan

Edgar Rice Burroughs
O homem que inventou mundos de aventura
Alguns escritores começam cedo, cercados por livros e reconhecimento. Edgar Rice Burroughs começou do outro lado da história.
Nascido em Edgar Rice Burroughs em 1º de setembro de 1875, em Chicago, filho do empresário e veterano da Guerra Civil George Tyler Burroughs, o jovem Edgar parecia destinado a qualquer coisa… menos à literatura. Passou por várias escolas sem grande sucesso, tentou seguir carreira militar e chegou a servir na 7ª Cavalaria dos Estados Unidos, no Arizona, onde teve a curiosa missão de perseguir grupos apaches — uma tarefa que, segundo ele próprio relataria mais tarde com humor, jamais conseguiu cumprir com grande eficiência.
De volta à vida civil, sua trajetória continuou errática. Trabalhou em empregos tão diversos quanto vendedor, gerente de loja, minerador, criador de gado e funcionário em empresas do pai. Nenhuma dessas tentativas prosperou. Aos 37 anos, Burroughs era um homem frustrado, com a sensação incômoda de que sua vida não havia encontrado rumo.
Foi então que algo inesperado aconteceu.
Enquanto trabalhava em uma empresa de venda por correspondência, começou a ler revistas pulp — publicações populares repletas de histórias de aventura e ficção científica. Ao percorrer aquelas páginas cheias de mundos fantásticos, teve um pensamento simples e audacioso: “Eu consigo escrever algo tão bom quanto isso.” Decidiu tentar.
O resultado foi explosivo.
Em 1912 publicou, na revista The All-Story, o romance Tarzan of the Apes, que apresentava ao mundo um personagem improvável: um menino inglês criado por grandes símios na selva africana, que cresce dividido entre dois mundos — o da natureza selvagem e o da civilização humana. Tarzan rapidamente se tornou um fenômeno cultural. O personagem atravessou as páginas das revistas e dos livros para conquistar o cinema, as tiras de jornal, o rádio, a televisão e os quadrinhos, transformando-se em um dos ícones mais duradouros da cultura popular.
Mas Tarzan foi apenas parte da imaginação de Burroughs.
Pouco depois ele criou outra série lendária, iniciada com A Princess of Mars, onde apresentou o planeta Marte como um cenário de aventuras épicas, civilizações exóticas e duelos heroicos. Essa saga, protagonizada por John Carter, ajudou a estabelecer muitos dos elementos da ficção científica aventureira que influenciariam gerações de escritores, cineastas e artistas.
Ao longo de sua carreira, Burroughs publicou mais de setenta romances, criando mundos inteiros e personagens que definiram o espírito da aventura no século XX. Suas histórias misturam exploração, fantasia, romance e ação em um ritmo narrativo irresistível — herança direta das revistas pulp que moldaram sua imaginação.
Edgar Rice Burroughs morreu em 1950, mas seu legado continua vivo.
Sempre que um herói atravessa uma floresta desconhecida, um planeta estranho ou uma cidade perdida em busca de perigo e maravilha, é possível ouvir um eco distante das histórias que ele começou a contar mais de um século atrás.
Porque antes de Tarzan se tornar o rei da selva, havia um homem em Chicago tentando descobrir qual era o seu lugar no mundo.
E acabou inventando muitos mundos para todos nós explorarmos.








