GUERRA DO AMANHÃ: O que nós achamos

Novo filme de Chris Pratt no Amazon Prime vale uma tarde de sábado, com um balde de pipocas e nenhuma pretensão maior que pura diversão

Chris Pratt é desses sujeitos carismáticos que salvam até filme ruim. É um cara boa praça que você gostaria de ter como amigo, pra falar abobrinha de vez em quando e ajudar em algum trabalho pesado, sempre com um tirada boba na ponta da língua nas piores situações. Não fosse ele, talvez Guerra do Amanhã, que estreou no dia 2 de julho no serviço de streaming da Amazon, nem valesse aquele o refrigerante refil num dia chuvoso.

O filme começa com um portal se abrindo no meio de um jogo da Copa do Mundo de Futebol (sim, soccer) e soldados de 2051 chegam ao nosso tempo para pedir ajuda, porque a Terra está sendo invadida no futuro e a humanidade está sendo dizimada. Chris Pratt é esse professor que tenta ser alguém na vida, mas acaba preterido numa vaga para um laboratório. Convocado para lugar no futuro, ele cai (literalmente) no meio da guerra, de um verdadeiro massacre, mas o futuro revela descobertas assustadoras e traumáticas para ele, que talvez não possa voltar para sua família (uma esposa que ama e uma filha que não quer decepcionar).

Embora a princípio pareça se importar com paradoxos complexos que permeiam as histórias de viagem no tempo (a equipe enviada do futuro se preocupa em recrutar apenas pessoas que já estejam mortas quando o ano da invasão chegar), isso é jogado fora no clímax da história quando percebemos que os planos da filha de Dan (o personagem de Chris Pratt) nunca envolveram criar uma maneira de eles vencerem a guerra no futuro - ok, paramos por aqui pra evitar spoilers.

Guerra do Amanhã foi produzido pela Paramount, para lançamento nos cinemas, mas a Amazon acabou comprando os direitos depois que a pandemia do Novo Corona Vírus se espalhou pelo mundo. Funcionaria na tela grande como uma grande diversão, mas funciona perfeitamente na tela da sua TV.

Não é um filmaço, mas tem seu valor nutricional na tabela de fastfoods que não não têm o gosto de um bom sanduba de trailer de esquina. Ótimos efeitos especiais (as criaturas são o melhor predador alienígena inventado pelo CGI - mas ainda perde para o xenomordo de Alien, o Oitavo Passageiro e continuações). Tem um enredo com algumas soluções clichês, mas reserva uma ou outra cena interessante, emotiva e heroica.

É um filme feito para agradar, divertir - portanto não espere a invenção da roda, não é o tipo de história. E cumpre seu papel como uma mistura de Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles e No Limite do Amanhã (aquele com o Tom Cruise revivendo em loop numa guerra contra... adivinha: invasores alienígenas), mas sem idas e vindas infindáveis.

Sendo assim, pegue seu balde de pipoca e seu refri e sente-se para assistir A Guerra do Amanhã.


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