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De onde os escritores tiram suas histórias: Por quem os sinos dobram

De onde Ernest Hemingway tirou a ideia para escrever um de seus livros mais importantes?

Hemingway era um escritor de vivências, replicando a aura dos acontecimentos ao seu redor no texto em quer estava trabalhando. Entre 1937 e 1939, trabalhou como correspondente durante a Guerra Civil Espanhola. Seu posicionamento claramente partidário aos republicanos acabaria com seu casamento com Pauline Pffeifer, de família tradicinalmente franquista. Mas o quanto disso também teria sido afetado por sua nova paixão: a jornalista Martha Gellhorn, com quem passou grande parte de sua experiência na Espanha?

A Guerra Civil espanhola teve início em 1937, quando o general Francisco Franco tentou um golpe de estado e deu início ao conflito. A partir daí, os Nacionalistas, partidários de Franco e apoiados abertamente pelos fascistas de Mussolini, na Itália, e pelos nazistas de Hitler, na Alemanha, buscaram o poder contra os Republicanos apoiados pela União Soviética.


embora países como a Inglaterra e os Estados Unidos não tivessem entrado no conflito, vários voluntários desses países seguiram para as linhas espanholas para lutar pelos republicanos - George Orwell entre eles, e também Hemingway. Terminado seu trabalho, ele e Martha voltaram para Cuba, e Ernest começou a escrever seu livro, baseado em sua vivência na guerra. Seu texto econômico e seco, rápido, tem o poder de transformar a história num iceberg e seu leitor em uma pessoa que encara o grande bloco de gelo e percebe toda a brutalidade do que está por debaixo da linha d’água. O título e a premissa de “Por quem os sinos dobram” Ernest tirou do texto “Meditação XVII”, do poeta londrino do século XVII John Donne, e marca o arco de seu protagonista Robert Jordan, um americano que participa da guerra e tem a simples missão de explodir uma ponte.

Inicialmente tratando a tarefa de forma impessoal, sua humanidade ganha força à medida que os acontecimentos e a morte se aproximam: ele passa a se importar com aquelas pessoas, a respeitá-las, entendê-las e amá-las. A primeira edição de “Por quem os sinos dobram” foi publicada em 1940 e o livro foi eleito o melhor do ano, por unanimidade, pelos jurados do Prêmio Pulitzer, mas por óbvios motivos políticos, a premiação foi vetada. Naquele ano, nenhum livro recebeu o prêmio e isso gerou um escândalo sem precedentes. Hemingway receberia o prêmio em 1953, por O Velho e o Mar, que o levaria ao Nobel de literatura no ano seguinte.


Conheça Hemingway através de seus livros mais importantes:




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